TURIM
Aquela Itália que fala alto e com as mãos e que pinga molho de tomate no guardanapo preso ao pescoço tem mais a ver com os velhos arquétipos do que com mundo real. E, se persiste no mundo real, persiste nas regiões mais provincianas do país, um cenário que pouco tem a ver com Turim, a capital do Piemonte. Turim,tal qual sua população é discreta,reservada e elegante. Não ergue a voz pra se proclamar a mais francesa das cidades italianas- ou a mais italiana das cidades francesas. Abrigou a corte ítalo-francesa dos Savoia no séc. XVI , gente que 300 anos depois tanto protagonismo teve na unificação italiana. Não por acaso Turim foi a primeira capital da Itália que surgiu daí, em 1861.
Com pouco mais de 900 mil habitantes, Turim fica a beira do Rio Pó, ao pé dos Alpes, não longe do mar. Em seu traçado urbano, ruas de desenho reto,quadras simétricas, praças arborizadas às dúzias fazem desta cidade plana um local delicioso para caminhar. Na arquitetura,palácios exibem a predileção dos Savoia pela escola francesa, das grandes avenidas e das praças. Os nomes são italianos, mas os arquitetos Guarino Guarini e Filippo Juvarra, que deram a cara barroca de Turim, entenderam o recado.
O melhor de Turim é caminhar, sempre. Experimente, por exemplo, sair da Piazza Carlo Felice e segue em linha reta pela badalada via Roma até a Piazza Castello e a Piazzetta Reale,onde fica o opulento Palácio Real. Ao longo desse trajeto Está ainda Piazza San Carlo, conhecida como "sala de estar" de Turim.
Fonte: Revista Viagem e Turismo
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